Autor:
Matheus Ernandes Monteiro de Moraes
Um borrão iconoclasta
com seu ferrão ilibado
A base de uma incólume
humanidade
À sua luz
resplandecente: o guia amolgado
Um dragão em chamas a
pesar inocuidade
Açoita, o monte, em
brasas de carvão
Com seus olhos
arregalados
Esfumaça-se em perito
inquieto
Arregaça-se em tremores
a construção fatigada
Em um breve espaço se
estende a desdém
Enumera-se os preceitos
de ojeriza
Cava-se a sepultura, no
inverno distante, da melodia
Na aurora do dia se
desperta o pranto, leão faminto
A donzela chora como
quem enterra a alma no labirinto
aos rumores da guerra, a
qual se descreve ao homem, refém
São notas soltas,
avulsas, debruçadas nesta contingente indumentária
E a esta mesa se põem
sóbrios seus discípulos.
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