domingo, 4 de junho de 2017

Um borrão iconoclasta

Autor: Matheus Ernandes Monteiro de Moraes

Um borrão iconoclasta
com seu ferrão ilibado
A base de uma incólume humanidade
À sua luz resplandecente: o guia amolgado

Um dragão em chamas a pesar inocuidade
Açoita, o monte, em brasas de carvão
Com seus olhos arregalados
Esfumaça-se em perito inquieto

Arregaça-se em tremores a construção fatigada
Em um breve espaço se estende a desdém
Enumera-se os preceitos de ojeriza
Cava-se a sepultura, no inverno distante, da melodia

Na aurora do dia se desperta o pranto, leão faminto
A donzela chora como quem enterra a alma no labirinto
aos rumores da guerra, a qual se descreve ao homem, refém
São notas soltas, avulsas, debruçadas nesta contingente indumentária

E a esta mesa se põem sóbrios seus discípulos.

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