Autor:
Matheus Ernandes Monteiro de Moraes
Bate-me um desejo
sombrio
As velas que se apagam
A brisa que se estremece
Ouço pisadas fortes de
cavalos na areia
Gritos enlouquecem-me!
A lua é cheia...
Sinto-a que em minha
vazante se assenta
Em minhas entranhas
começa a revolução
Sua vigilância é valetudinária
O corpo ganha forma, os
pelos nascem em uníssono
Um eldorado me habita,
saqueia-me o espírito
A força autônoma que me
impulsa o uivo
A fera que se corporifica
em mim
Uma sede umbilical que
se irrompe
O mal cheiro que se
incute gradativamente
Os reflexos que se conflagram
Outrossim, a anuência que
coexiste
Mas as palavras já não continuam
lá, fleumáticas.
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