quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ócio

Autor: Matheus Ernandes Monteiro de Moraes

Entre um ócio quebrado,
Um vaso rachado,
Um leito secado,
Uma espiga aleijada,
Um esmurro acanhado,
Um beijo alienado,
Uma rosa murchada,
Uma pedra caloura, à vida incitada ...
Uma pena é recolocada na tinta
E em cócegas pretas, como a fuligem,
Atingem o papel em magistral afinco
As marcas que se deixam anuídas, se agravam,
Problematizam-se!
Para tanto: fortes, combustíveis helênicos.

A guerra inicia-se estupefata, ansiosa
As linhas reiteram-se e voam, perdem-se por milênios
O branco aguçado exacerba-me as imagens condoídas
O branco as espera desejoso, no incêndio da coordenação motora
Mas as linhas se foram, não se hesitam em não volver,
Pois, elas já são do mundo e não mais tuas
Fecundas, em outro reino, germinam a glória que te enterrará.

Ao Norte, foram lançadas
A sobrevivência, ameaçada
Que te engolem sem pressa
Que possuem passos viperinos
Que são concomitantes a tua negligência

... São elas! As tuas palavras!
Por que passara anos buscando nos cais
As quais deixara cair de tua boca,
Sem a íntima revisão pujante.

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