Autor: Matheus Ernandes
Monteiro de Moraes
Entre um ócio quebrado,
Um vaso rachado,
Um leito secado,
Uma espiga aleijada,
Um esmurro acanhado,
Um beijo alienado,
Uma rosa murchada,
Uma pedra caloura, à
vida incitada ...
Uma pena é recolocada na
tinta
E em cócegas pretas,
como a fuligem,
Atingem o papel em magistral
afinco
As marcas que se deixam
anuídas, se agravam,
Problematizam-se!
Para tanto: fortes,
combustíveis helênicos.
A guerra inicia-se
estupefata, ansiosa
As linhas reiteram-se e
voam, perdem-se por milênios
O branco aguçado
exacerba-me as imagens condoídas
O branco as espera
desejoso, no incêndio da coordenação motora
Mas as linhas se foram,
não se hesitam em não volver,
Pois, elas já são do
mundo e não mais tuas
Fecundas, em outro
reino, germinam a glória que te enterrará.
Ao Norte, foram lançadas
A sobrevivência,
ameaçada
Que te engolem sem
pressa
Que possuem passos
viperinos
Que são concomitantes a
tua negligência
... São elas! As tuas
palavras!
Por que passara anos
buscando nos cais
As quais deixara cair de
tua boca,
Sem a íntima revisão
pujante.
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