Por
mais complexo que o século XXI aparenta ser, não se pode escapar à consciência
de que ditou novos rumos para evolução do pensamento humano, em especial a
forma com que olhamos para o outro, não com um rótulo ou classificação social,
vemo-lo a partir de nós mesmos, isto é, não só como seres que temos limitações,
medos, dificuldades, mas sim, capazes de nos relacionar, exprimir anseios,
emoções, gerar confiança, autocontrole, sermos produtivos, enfim, de pormos nossa
indumentária essencial: o altruísmo. Assim, passamos a nos conceber como seres mutáveis,
diversos em moral e cultura.
Isso,
nem a história atemporal fora capaz de amolgar, porque o homem se levantou de
seu ócio, subscreveu sua manumissão. Ariscou-se em uma mudança integradora e
homoexponencial – a capacidade do ser humano de ir além de sua matéria carnal,
possuidor de uma hombridade inócua e ilibada, esta, uma moeda cultural, que lhe
permite a troca de empirismo cotidiano, outrossim, que facilita o processo de
coexistência.
Outrora,
essa mesma diversidade, os valores que hoje são universais, confrontaram com a
permissão das leis antigas, estas, resumo de uma mentalidade avulsa,
incompleta, desnorteada, sem nexo nem pertinência em comparações sistemáticas
às acepções psicoculturais que jazem na contemporaneidade. Antes, vivia-se o
espectador, um cara amargado pelas correntes do inatismo, da seleção genética,
pelas políticas de eugenia – termo, este, cunhado por Francis Galton, em 1883,
para definir o insumo populacional de “bem nascido”. Devido a estas políticas,
muitas pessoas que não respondiam a tal padrão físico ou mental exigido, eram
mutiladas ou abandonadas à própria sorte, a justificativa não era apenas um
fator de ódio implícito, mas também, ora uma forma da nação de população de
poucos direitos se exonerarem da responsabilidade dos “inúteis”, ora usar o
homem como instrumento de guerra (a preocupação com um corpo ideal), já que
essas nações viviam sempre em conflitos.
Com
o advento das novas tecnologias e o desenvolvimento da Ciência, esse olhar imperial,
foi aos poucos se desfazendo, dando lugar ao “homem expectador”, aquele que
busca não se deixar obscurecer por esses fatais resquícios históricos da
humanidade, aquele aventureiro de alma limpa. Um homem destinado a inovar-se a
cada nova incumbência de destinos. Um homem mais permissivo do que impositivo. Este
é o novo semblante da humanidade, o padrão de homem ainda esperado para o
século XXI: o homem determinado.
Matheus
Ernandes Monteiro de Moraes, Faculdade Educacional da Lapa (FAEL), graduando no
curso Licenciatura em Letras: Línguas Portuguesa e Espanhola.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
Https://pt.wikipedia.org/wiki/Eugenia
O.
de A. Passos, Marileni. de Camargo Bastos, Vívian. O. de Gomes, Walquíria. Fundamentos e Metodologia do Ensino Especial.
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